Entrevista – Fábio Bitão

Nuances urbanas, curvas acentuadas e asfalto são apenas parte da vasta obra captada pelas lentes do fotógrafo e skatista Fábio Amad, a.k.a Bitão, nas últimas décadas. Envolvido no universo do skate desde a década de 90, Bitão vai expor uma série de suas fotos no evento beneficente Design For Humanity que acontece nesta sexta-feira, no Hotel Unique, em São Paulo.

Em um recente ensaio fotográfico publicado na +Soma, Fábio, que é advocate da Element Skateboards, apresentou uma série de fotos da Jamaica, esse país que apresenta diversas semelhanças com o Brasil, inclusive pela falta de apoio à população carente. Esta faceta da obra do fotógrafo comprova sua afirmação de que a arte é uma “ferramenta para transmitir mensagens”, ou como ele prefere dizer: “revoluções necessárias para a evolução da humanidade”. Leia a seguir a breve entrevista com Fábio Bitão.

Bitão, o Design For Humanity é um evento que pretende reunir e mobilizar diferentes setores da sociedade em torno de uma causa relevante. Como você vê este tipo de iniciativa?

Ações como essa são muito importantes. Ainda mais, por que diferentes setores da sociedade estão envolvidos. Se uma pessoa já pode ajudar, quem tem mais condições pode contribuir com mais recursos . O que vale é a intenção e a união. Poder contribuir da minha forma é uma satisfação.

A causa escolhida é a Plataforma de Centros Urbanos da Unicef, que dá voz a jovens de comunidades carentes no Rio de Janeiro e em São Paulo. Você já fotografou lugares com pouco o nenhum amparo do Estado? Como é a realidade social nestes locais?

Já estive em muitos lugares em que as condições de vida são muito difíceis. Já fotografei em muitos deles, mas procuro mostrar alguma coisa boa, sobre as pessoas, costumes, etc… Não somente mostrar as más condições em que vivem, pois para isso, basta sair na rua e observar. Falta água, saneamento, moradia. Tem muita gente que vive em situações inacreditáveis no país todo. O descaso e o desvio de verbas são grandes responsáveis em alguns lugares mais isolados. Infelizmente, quem deveria realmente ajudar, nada faz.

Em sua opinião: como as artes em geral – pintura, música, fotografia, moda – podem ajudar a construir um mundo melhor?

Geralmente, essas atividades já trazem boas vibrações e são parte de um movimento. Aproximam muitas pessoas com idéias parecidas ou opostas. Eu já vi muita gente seguir um caminho legal no esporte, na música, na fotografia e outras atividades artísticas, usando-as como ferramenta para transmitir suas mensagens. Revoluções necessárias para a evolução da humanidade.

2 comentários para Entrevista – Fábio Bitão

  1. Pingback: Uma celebração da arte em prol de um mundo melhor! | DESIGN FOR HUMANITY

  2. Pingback: Design for Humanity 2010 « Go Surf

Escreva um recado

*

Seu endereço de email não será publicado.
* Campos obrigatórios